Começar é sempre difícil, mas recomeçar é um esforço maior ainda. Por isso precisamos de pequenas doses até se readaptar numa rotina.  E é isso que pretendo fazer, mostrar alguns dos meus escritos antigos, para que daqui possamos partir para novas histórias! 

Abaixo segue uma lista de textos antigos que poderiam ser escritos hoje: 
(Clique no título para ler) 

Sobre Relacionamentos e abandono.
Querido abandonei você
Mas os sete mares me dizem: volta!
Querido eu admito o abandono, perdoe-me
Quero voltar, e o farei. 
Para encontrar o seu caminho acenda a sua própria lanterna  .

 Seja sua própria lanterna, Lucy! Cante pra você mesma que é capaz de brilhar!
Lembranças de um tal armário verde.

As vezes, não precisamos nos trancar em nós mesmos para nos encontrar, pois tudo que somos é um bocado de outro alguém, e essa frase é baseada num trecho de uma das minhas favoritas da Móveis Coloniais de Acaju 
 O que acontecerá a partir de agora?!
"Tudo que irá existir
Tem uma porção de mim
Tudo que parece ser eu
É um bocado de alguém"
Vamos manter o que há de bom, e reinventar o que precisa mudar!
Até breve! 



Estou sentada na varanda de casa abraçada por muitas cores, mas numa intensa predominância de verde e azul.
Hoje cedo, numa conversa rápida, falei do meu apreço pela beleza simples da natureza que nos brinda com a lua, as borboletas e as folhas. Quando eu digo simples é apenas para demarcar que não é raro de encontrar, basta olhar para nos depararmos numa imensidão de beleza apenas passeando num pequeno jardim ou correndo os olhos num vaso florido, é nisso que a natureza se faz simples e bela. No mais, cada traço dela carrega a complexidade do Amor que a criou. 
Depois dessa conversa o dia encantadoramente se reverteu de buzinas e motores para brisa e luz. No caminho de volta para casa pude notar ao menos duas folhas bailando ao se deslocar do seu galho natal até a terra no chão; uma árvore frondosa de copa com tons outonais contrastando com sua vizinha esverdeada e o céu azul...
Notei ainda o cantar de no mínimo sete espécies diferentes de pássaros, ao menos três deles me presentearam com sua presença tanto próxima quanto fugaz; um mico atravessou a calçada num pulo a poucos centímetros do meu rosto. A vigia da rua disse que ele se assustou comigo, e é bem capaz. Ora, os meus cabelos indicam uma presença de leão, criatura muito maior e mais forte do que o tal mico assustado, mas nem por isso minha risada foi inibida.
Reparei ainda nas folhas que se moviam quase em câmera lenta sob o efeito da brisa suave que pairava sobre elas.  E então, o relógio me aponta para o melhor momento do dia, segundo os fotógrafos, e para a melhor hora para se estar vivo, na visão de um amigo sonhador.
Meus olhos também estão repletos dessa visão, pois me sinto agora maravilhosamente viva. 
Acolho e abraço as cores de hoje e o coração transborda agradecimento ao verdadeiro Amor.
Por mais dias assim!



P.S: Esse afastamento prolongado não me faz bem, não foi planejado e não houve um dia sequer que eu não quisesse estar aqui, só que eu simplesmente não consegui, talvez algum dia escreva sobre o que andei sentindo. Mas olha eu aqui de volta depois de alguns meses! Esse mês o blog completa um ano e as comemorações serão no comecinho de setembro. Aguardem que vem muita coisa linda por aí! ♥ Obrigada você que acabou de ler por estar aqui! Te convido a me visitar mais vezes, prometo voltar logo!  

Eu gosto de gente que clica em "amei" e faz aparecer um coraçãozinho ao invés de um "legal" no Facebook. Gosto porque elas me fazem sorrir com esse gesto mínimo de deslizar um pouco mais o dedo na hora do clique demonstrando algum interesse a mais do que um clique mais rápido.
Mas olha que louco isso! Estou falando que gosto de pessoas pelo que elas fazem na internet, não há contato físico ou som, é só imagético, é virtual.
Corrijo então a minha colocação e digo que essa é uma das inúmeras formas de me fazer encantar por uma pessoa.  O que eu gosto mesmo é de abraços quentinhos como o Olaf.


Gosto mais de olho no olho e sorriso no sorriso. Mas isso não me impede de me acarinhar e de fazer carinho online. Tem tanta gente nesse Brasil gigante que eu queria ter pertinho, mas as condições geográficas nos impedem por ora. Torço pra que um dia a gente possa se encontrar, mas enquanto ele não chega eu me contento em abraçar e ser abraçada por palavras. De um calor que se transmite pelas fibras óticas da banda larga e chega até o meu computador com 15" no monitor. 
Faça sempre questão de encontrar quando for possível, não adie o passeio, não desmarque aquele café no fim de tarde. E como diria Thiago Brado em sua canção de amor sobre as Verdades do Tempo:
"Passado não volta, futuro não temos e o hoje não acabou. Por isso ame mais, abrace mais. Pois não sabemos quanto tempo temos pra respirar" 
Se pode ver hoje, veja hoje. Se não pode crie um jeito de ser visto. Talvez a pessoa do outro lado da tela só esteja precisando que você utilize o botão "amei" no Facebook para iniciar uma conversa e encontrar mais motivos pra sorrir.


P.S: Estava com saudade de escrever sem rascunho. ♥
Se você leu esse texto saiba que do seu modo você está me abraçando e eu posso sentir daqui.

P.S²: A internet me fez conhecer pessoas incríveis uma delas é meu amigo Brunno Lopez que acaba de lançar o seu primeiro EP (tem no Spotify, gente! ♥) . Ele me convidou para fazer parte do vídeo de Pré Lançamento da sua música Nada Igual. Dá uma olhada:

Apareço desengonçada e com camisa xadrez, e também muito feliz por fazer parte desse projeto lindo

O clipe oficial é esse aqui:


Fiquei encantada pela luz do estúdio enquanto Brunno canta. E do close do seu pé mandando ver na bateria




Hoje começa a semana em que aquela historia completaria quatro anos. E fazem três meses que eu não escutava uma das minhas bandas favoritas. Mas olha só, deu a maior vontade de ouvir hoje, agora. Então, eu dei play no disco da capa verde e vim escrever essas palavras. Para minha surpresa e agonia, a primeira música que o Spotify me apresentou foi a que eu mais evitei durante esses noventa dias. Meus amigos se divertem com minha cara porque agora escuto sertanejo universitário com uma frequência muito louca, tô até gravando os nomes das duplas, isso porque as letras eu já gravei. 
Mas a música que costumava ser nossa eu não ouvi em nenhum desses dias, mas hoje estou mais leve, absurdamente leve, e consigo ouvir tranquilamente, e até com fones de ouvido. 
Do lado de cá não existe saudade. Deveria? Eu não sei. 
Não ouvi aqueles acordes específicos porque eu precisava de um tempo só pra mim, de páginas que não tivessem a escrita de ninguém além da minha. E pretendo continuar assim por um bom tempo, esse bom é uma categoria que não sei se significa dias, meses ou anos, o próprio tempo se encarregará de dizer. As vezes eu paro em silêncio olhando os registros imagéticos e imaginando as história vividas em cada hoje daquele. Não me arrependo de nenhum e sou bem feliz por isso. Se já não formamos o casal que costumava enfeitar os sofás dos amigos e tirar os suspiros mais simpáticos dos que passavam por nós, não há problema, porque o tempo que nos cabia foi muito bem vivido. Foram anos coloridos com a maioria dos meses ensolarados, ofuscados apenas por pancadas de chuva, mas até delas conseguíamos tirar arco-íris se olhássemos juntos na mesma direção pra conseguir enxergar. 
Hoje eu ainda não estou pronta pra te ver presente nos meus círculos de amizade e é por isso que tenho feito novos círculos e isso está sendo ótimo. 
Estou cercada de novos olhares e com eles consigo me enxergar como nunca antes havia feito. 
Mas isso não quer dizer que eu nunca mais possa ser sua amiga, é aquela coisa de que o próprio tempo se encarregará de dizer. Tadinho do tempo, já está cheio de serviço! Mas oh, não tenho pressa, Sr. Tempo. Se ajeita daí, que eu me ajeito de cá.
Para encerrar o papo digo pra você que está lendo, seja lá qual for sua história de vida. Existem dias bem bonitos e também os dias tristes, feios e doloridos. Os dias tristes jamais apagarão o brilho dos felizes, porém sejam os dias felizes ou tristes, eles nunca poderão se repetir. 
Então viva, viva intensamente cada um dos seus. 
E o que isso tem a ver com o início da história?  Esse é mais um texto sobre final de namoro e sobre um pouco de tudo que isso pode carregar de bom!


Muito obrigada por estar aqui, pessoa linda do outro lado da tela! 
Em breve mudanças por aqui! Jajá gravo um novo vídeo pro canal, e vamo seguindo! \0 


Decidiu pegar a estrada, mas não a de sempre que o leva de casa para o trabalho e do trabalho pra casa. Uma estrada desconhecida, de barro mesmo, o tumulto da cidade ainda não chegou por lá. Apesar de querer partir logo...parou por muito tempo só decidindo o que levar. Andou dentro da sala, percorreu o corredor, sentou na beira da cama em seu quarto, depois de um tempo levantou inquieto e foi pra varanda cantarolando qualquer nota. A brisa da noite cantarolava com ele em uma nota diferente e então o moço cantou, e depois daquela música estava pronto para viajar. 

Com vocês, "Se Você Sente Vale Mais" do meu amigo viajante, Lucas Pitangueira



Para acompanhar essa e outras aventuras musicais desse moço veja e curta sua página no facebook!( Clique Aqui ) ♥ 


Não abandonei vocês não viu?! Perdoem meu sumiço e não desistam de mim ♥

Esta é a minha postagem de número 339. E nelas estão muito do que transborda de mim
Vamos conversar?

O D'Cifrando acabou de completar sete anos. Para os padrões atuais na blogsfera esse número de postagens deveria ser muito, muito maior. No entanto, Deise Lima aqui nunca foi dada a tudo de mais normal nesse mundão, hahah. Vamos por partes?! 
Quando o D'cifrando foi criado em 2009 ele se chamava "Cantando a vida", porque eu queria usar como um diário virtual e queria mostrar as músicas que mais me tocavam e me inspiravam. Me pareceu interessante essa mistura de palavras. 
Alguns anos depois decidi mudar de nome, mas a ideia continuou a mesma: Deise falando de vida e de música, o que pra ela se mistura numa coisa só. 
O que era oferecido pra mim naquele momento era um layout bem basicão ou aprender tutoriais e encher a casa de frufus, com direito a cursor com glitter e tudo mais. Eu optei pelo básico, mesmo achando muito divertido o frufru todo, é que eu não me achava capaz de entender todos aqueles códigos. Boba eu, se tivesse aprendido hoje poderia estar ganhando uma graninha com isso. 
Lá em 2010 as blogueiras já mostravam seus looks diferentões, uma adaptação das passarelas para a vida real. Deise gostava de se vestir diferente daquilo tudo, mas não tinha câmera para registrar. 
Alguns anos depois ganhei minha primeira câmera, e única até hoje. Uma Nikon amadora, compacta e vermelha! Minha família linda me deu esse presente em um natal e estava ali nomeada a fotógrafa oficial da família Lima. No natal seguinte montei um vídeo com as fotos do ano e fiz todo mundo se emocionar. 
Comecei a alimentar o blog com fotos, mas não com looks, mas sim com as coisas que eu achava legal fotografar para "enfeitar" o texto, só para não sair usando imagens sem os devidos créditos, sempre morri de medo disso. 
Conheci pessoas desde o Norte até o Sul do país, literalmente! Tenho amigos na blogsfera que são do Pará e do Rio Grande do Sul ( Êeee Elite ♥). 
Eita como essa menina fala, mas vamos lá, tem tempo que eu não falo por aqui! 
Meus compromissos com a faculdade tem me afastado do blog, me permitindo uma postagem por mês e pouca interação com outros blogs, mas em comemoração ao aniversário do D'Cifrando farei de tudo para nesse mês de setembro dar um up por aqui! 
No aniversário de 5 anos do blog eu comemorei com um piquenique lindo, no de 6 anos fiz uma super maratona cultural com minha amiga. E nesse sétimo ano também estou pensando em uma comemoração e acontecerá nesse mês! Conto mais detalhes em breve. 
Vamos dar boas vindas à Setembro e que ele chegue cheio de alegria para todos nós! 
Obrigada a você que já me acompanha por aqui ou que chegou agora. Sejam sempre bem vindos a esse espaço, que é meu e nosso! 
Um abraço apertado da cacheada que ama misturar 1ª e 3ª pessoa. 



Pra que servem os vídeos, as fotos, os poemas?
Essas coisas pequenas(?!)
Sorriso crescente no canto da boca
Aperto repentino no peito...
Lembrança
Do que vivemos, do que fomos, do que não somos mais.
Dias eternizados em fotografias
É o que temos.
É o que vivemos, é o que somos agora.
Reflexo daqueles momentos vividos.
Vozes para contar o que foi.
Sentimento para gritar o que ainda quer ser.
E vamos crescendo assim,
Sem medo dos momentos que em breve se tornarão memórias
Vivendo agora, pra recordar lá na frente.


P.S: A baby da foto sou eu, seduzindo desde o primeiro ano de vida, com meu tênis branco e minha roupa igualzinha de Carla Perez, A loira do Tchan ♥ 



O entardecer nunca foi tão bonito. Eles estavam ali juntos, na varanda que escolheram passar alguns dias, desconectados do mundo, conectados um ao outro. 

Se quiser um som, leia ouvindo esta música ♥

Algum tempo antes...

Planejaram tudo nos mínimos detalhes, mas a execução ficou por conta das surpresas mesmo. 
O céu anunciou durante a semana inteira que nos dias de viagem a chuva faria companhia, um drama declarado, aos que não tem fé. A vontade forte no coração para o sol aparecer, e as pesquisas sobre "O que fazer em dias chuvosos" precederam o encontro. Porque sim, eles iriam para o litoral, teriam a vista d'O mar, mas não se entristeceram com o temporal anunciado. Eles tinham um ao outro, e aquilo bastava para o final de semana, e para o resto da vida. 
No dia marcado, eles vestiram suas roupas mais frescas e seus óculos escuros. O sol apareceu radiante, assim como os sorrisos em seus rostos quando se encontraram. 
Fizeram check-in, guardaram suas coisas e curtiram muito, ali no hotel mesmo. A tarde linda pedia o melhor sorvete da cidade, então eles subiram a ladeira e foram ao encontro daquele cascalho que comportava uma montanha de sabor. Melaram as mãos e riram muito um do outro, um com o outro. Passearam um pouco mais, visitaram um museu e voltaram para o hotel, eles não queriam perder o horário, o espetáculo já ia começar.
De lá da varanda estava o astro principal começando a se deitar no mar, eles se abraçaram  e apreciaram. 
Eles viveram o seu Hoje.
E ela não disse "Eu te amo", nem ele.  Não havia necessidade de expressar em palavras o que seus olhares transbordavam





Hoje vamos falar sobre ontem. Eita Deise o que é isso? Logo você que já gosta de focar no hoje, decidiu lembrar do ontem?! Sim, decidi fazer isso e estou há uns três dias agoniada procurando aqui no blog um texto que escrevi há algum tempo atrás que só me lembrava do título. Um sentimento bem estranho. É como se eu precisasse ler esse texto esses dias, mas não lembrava nada do conteúdo, só o título: Armário Verde. Depois de muito procurar eu encontrei e compartilho agora com vocês. Quem escreveu foi uma menina em 2011, que ainda mora na menina de 2015. Não reparem nas vírgulas fora do lugar. Nesse texto tudo foi transbordado. Espero que apreciem a leitura! 

Susi há muito tempo está confusa, entranha, um tanto por fora de tudo que acontece no mundo. Será por causa do tal armário verde? Ah, desculpem-me, já ia me adiantando sem antes explicar o que é esse armário verde, não é muito complicado de entender, mas é confuso assim como a Susi, espero que consigam fugir um pouco dos seus mundos para entender.
"O armário verde, nada mais é do que um nada existente dentro do tudo que há dentro de cada um, quem  o encontrar deve preenchê-lo de algo mais do que roupas ou livros velhos, nele deve existir o seu mundo, o que te veste, o que te encanta o que te assusta, o que te acolhe o que te reprime, enfim tudo do seu mundo, não se preocupe com a quantidade, tudo cabe no armário verde." 
Essa pequena descrição se encontrava num papel dobrado e preso na porta do armário verde, que Susi encontrou, desde então a coitada não sabe o que faz, até hoje não contou para muitas pessoas sobre ele, na verdade ela só contou para mim e não interessa, agora, a minha identidade, por enquanto pensem apenas em Susi, a menina sem muitas características físicas marcantes e com uma capacidade enorme de esponja, ela absorve muito de todos e acaba se sufocando com isso. 
Com o armário verde, sua vida começou a mudar, a menina andava mais sorridente, refletia sobre as questões mundiais sem sofrer tanto com o tanto de tragédias envolvidas. Seus poucos amigos estavam satisfeitos até um certo ponto, porque Susi não gastava mais tanto tempo ouvindo seus desabafos e isso estava se tornando desconfortável, estavam suportando, porém chegou o dia no qual a "possuidora" do Armário Verde se tornou extremamente distante, aqui voltamos ao início da história.
Aconteceu o mais temido, Susi se perdeu em seu mundo e não conseguia voltar ao mundo "real" , o Armário Verde fez com que ela se tornasse prisioneira de seu próprio eu, só se importava agora com as suas questões, seus problemas, suas lastimas, e eventuais alegrias. As coisas passaram a fazer menos sentido e agora tudo que ela quer é encontrar a chave para se libertar do mundo que ela sempre quis conhecer, desvendar e mudar.Ela precisa agora, buscar um equilíbrio, não absorvendo tanto dos outros e não mergulhando tanto em seu próprio ser.
As vezes, não precisamos nos trancar em nós mesmos para nos encontrar, pois tudo que somos é um bocado de outro alguém, e essa frase é baseada num trecho de uma das minhas favoritas da Móveis Coloniais de Acaju, com vocês Pra Manter ou Mudar





Lucy está perdida, caminhando provavelmente em círculos, ela não faz a menor ideia de como se encontrar. A questão é que você só consegue encontrar o caminho se sabe onde quer chegar, já dizia o pessoal do país das maravilhas. 
Lucy não sabia onde queria chegar. Sobrevivendo em meio ao caos que ela própria criou. Se sente inútil e um peso aos que a acompanham. Ninguém disse isso, mas ela insiste em pensar.
Lucy, querida! Olha pra dentro de você mesma e encontra seu caminho. Talvez não seja por aquela estrada que você insistiu em entrar. É possível que você tenha se enganado.Você vai conseguir descobrir no que é boa realmente. Você não precisa fingir estar bem. Sabe Lucy, Raul me contou que há tantos caminhos na vida, então não precisamos insistir em um só! Vamos experimentar, vamos desvendar novas estradas.
Seja sua própria lanterna, Lucy! Cante pra você mesma que é capaz de brilhar! Se você acreditar nisso, nenhuma escuridão será capaz de te abater!
Quando amanhã chegar aguente firme, acenda sua lanterna e siga, se preciso for dar alguns passos atrás para entrar num novo caminho faça isso sem medo. E seja sua lanterna. Cante pra você mesma que é capaz de brilhar!





Me disseram que você vai eclipsar (nem sei se esse verbo existe)
sei que vão te olhar de frente e de cá te admirar.
Soube que vai eclipsar hoje,
eclipse sempre se mostre grande e poderosa quando quiser.
E quando queira também possa minguar
e ficar quietinha no seu canto...
mas sabendo, linda lua, que como for eu amo seu encanto.

Foto de algum tempo, mas que representa muito a lua de hoje, lá do Buenas Imagens, curtam!

Parece que foi ontem o início da minha caminhada pela blogsfera! Porém já fazem seis anos!!! Durante esse tempo muita coisa especial me aconteceu, conheci pessoas lindas aqui na internet e reforcei laços físicos, como o que tenho com uma moça chamada Izye.
Minha amiga linda que conheço há pouco mais de cinco anos, mas parece que nascemos juntas, coisas de soulsister! Ela me faz conhecer sempre os caminhos mais lindos da nossa cidade! Ano passado nós comemoramos os cinco anos do blog com um piquenique, esse ano ela me convidou para trilhar uma rota cultural no centro de Salvador, se eu amei?! Repara...

A primeira parada foi o nosso almocinho nada saudável e super delicioso, o "Pastel do Tio"! Não fotografamos pra não criar provas contra nós mesmas ( isso não se faz, né?!) haha! 
Entramos numa rua menos movimentada e cheia de casinhas bonitas e fomos parar no Dois de Julho, bairro com cheiro de fruta fresca e cor de livro antigo.


Em meio às bancas de frutas tinha uma banca de livros e uma poesia pronta. 

"Velhinhos são crianças nascidas faz tempo"

Achamos uma locadora e nossos filmes favoritos da infância...
"dreams do come true, if only we wish hard enough"

Uma parede bonita convida pra foto né, não? 
Loja de bikes com motoca na porta, cadê a lógica Brasiil?!

A segunda parada foi a exposição "Diógenes Rebouças- Cidade, arquitetura, patrimônio" no TCA. Nós duas nos encantamos por uma foto de satélite gigante que tinha no chão com um trecho da cidade, nada mais justo do que caminhar juntas nela! Muitas risadas pra conseguir essas fotos!!! 

Se permita trilhar caminhos desconhecidos, vai se encantar.

Já eram quase três da tarde e tava um calor... Como matar a fome e refrescar ao mesmo tempo?! Sorvete!!! Só que "houston we have a problem" Izye é intolerante à lactose. Como tomar sorvete? =/ mas fomos lá na fé e pergutamos pro moço: Tem sorvete sem lactose? - Sim meninas, todos os nossos sorvetes de fruta são freelactose! Mas o q??? Uma bola no capricho pra cada uma seu moço! ( Sorveteria Frio Gostoso na Vitória, vale muuuito!) 

Sim, em cada cascalho tem apenas uma bola! Mas vale por três

Curtimos uma expo audiovisual deliciosa, "CO-Mover" da Oi Kabum Salvador, teve muito espelho, muito cartaz colorido, vídeo, interatividade... 

Izye apontando pro meu favorito: Creme com passas :3 


Pra finalizar em grande estilo, nós assistimos ao espetáculo "Fernando Pessoa". Apenas um ator e um violonista, intenso e sensacional! Fomos abraçar os artistas no camarim quando acabou pra registrar o momento! 
Tão lindinho o ingresso, mas tivemos que entregar na entrada :S

Comemorando 20 anos de espetáculo.

Foi um dia inteirinho curtindo a cidade com minha amiga, um dia de pura poesia e encanto! E a comemoração perfeita, que fiz questão de registrar tudinho para que vocês aí no meu bairro vizinho ou à 2000km de distância possam sentir a delícia que foi esse dia! 


Eu ensaiei como começar. Fui rever nossas fotos, tudo remexeu por aqui. Já não lembro mais o que diria. Compartilhamos tantos momentos juntos e continuamos, numa frequência diferente é certo, mas o que é verdadeiro faz dos esporádicos encontros momentos memoráveis.
Nossos olhares cúmplices se entendem perfeitamente, às lágrimas de riso são inevitáveis. Ah como você me faz sorrir! Lembra daquela vez que... ( melhor deixar entre nós, hahah)
Quero te pedir que continue em minha memória e continue a criar memória comigo. Vamos marcar e vamos nos ver, numa quarta qualquer, no barzinho ou na sua casa, ou lá no parque do ultimo piquenique. Só não desapareça. 
No livro do meu melhor amigo, eu encontrei algo que me fez lembrar de você: 
“Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo. Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.” (Eclo 6,14-17)
Eu te amo, meu amigo.

Estão disponíveis no Netflix, ou no prédio vizinho. Amores para recordar, angústias para esquecer e risos para sorrir.
Que tal continuar a leitura ouvindo Daniel Johnston?!
Hoje dei uma chance para o meu monitor de meia tela queimada e assisti em coisa menor de 14 polegadas o que amaria ter assistido numa telona de cinema. Medianeras.


O longa inicia com um passeio pela arquitetura caótica dos nossos tempos, em qualquer cidade grande, nesse caso Buenos Aires. Comparando com nossas vidas, muitas vezes também caóticas e contraditórias. Na mesma avenida moram dois jovens tão diferentes e parecidos ao mesmo tempo, tão distantes e tão próximos, que se esbarram muitas vezes e nem ao menos se conhecem. 

Já se perguntou sobre a história de quem passa ao seu lado, no ônibus, no centro, na sua rua? Será que por acaso ela não passa pelos mesmos problemas que você? Será que ela não procura alguém exatamente como você? Talvez você nunca saiba. 

Medianeras é um filme sobre nossas relações cotidianas, em filme sobre como estar conectado o tempo inteiro pode na verdade nos desconectar de tudo. É sobre como a vida pode nos dar chances incríveis. É preciso estar de olhos abertos e atentos. 
É suave e divertido apesar do drama vivido pelos protagonistas. Tem muita coisa sobre ele que ainda vou compartilhar por aqui, por ora é bom saber que ele entrou pra minha listinha de favoritos pra fazer companhia ao "Fabuloso destino de Amélie Poulain", então já dá pra ver que não é pouca coisa né?!  rsrsrrss
Se já assistiu me conta o que achou, se ainda não repara no trailer e corre pra ver, eu vi no Netflix. 


-O verão foi embora. A menina lamenta.
A brisa que passeia pelo mar responde:
-Mais fria, mas continuarei aqui.
-Nunca te abandonei, não entristece.O mar rebate.
-Mas se chorar, chora num barco e derrama suas lágrimas em mim, para que eu continue sempre te acompanhando em suas tristezas e alegrias. 
Então, o barco balançou devagarinho, embalando a menina chorosa e o outono apareceu. 


P.S: Já curtiu a página do blog no Facebook? Se ainda não, aqui do ladinho tem um ícone pra clicar e dar seu like! A ins'piração bateu e esse post de hoje apareceu primeiro por lá! 

Você acredita no depois ?
Prefiro o agora.
Se no fim formos só nós dois, que seja lá fora.
Dançando- Pitty


A vida é tão curta, tão mesmo! Queremos tanta coisa, esquecemos tantas outras, e a vida vai seguindo sem perguntar se queremos um pause. As vezes queremos repetir um instante, muito tempo depois de ocorrido, mas não temos essa chance, mesmo se fosse um segundo depois. Nada nessa vida se repete. O hoje está aí, pra cada um de nós, e é só o que temos. Aquele velho clichê. Ouvimos, lemos, enxergamos, mas insistimos em não aprender a lição. Por isso, repetir não é exagero. 
A amiga te chamou pra ir na praia e você está de maresia? Prefira sentir a maresia do mar e vá!
Sua mãe quer sua companhia para ir ao mercado e você tá sem saco? Pense que pode ser um momento pra vocês conversarem e darem boas risadas! 
Uma criança na rua olhou curiosa pra você? Sorria, ela vai sorrir de volta
Aquele colega enfezado do trabalho passou por você? Sorria pra ele também, vai deixar ele confusamente feliz pelo sorriso sem motivo!
Tem uma música super agitada que você adora, mas ninguém do seu círculo curte? Aperta o play no seu quarto e dança descontroladamente só por você! 
...
Tantas pequeninices podemos fazer pra tornar o nosso hoje bom! Tantas oportunidades! É só pegar uma delas e fazer o dia valer a pena! 

P.S: Esses dogs brincalhões eu fotografei na ilha, quando fui passar dias lindos com duas amigas queridas! 

Dançando- Pitty. Música delicinha de ouvir e que deu início ao post. 


Acerola em três tons. 

Essa moça francesa em sua película de três tons nos ensina a viver com nossos sonhos, determinar uma meta e ir até o final. E principalmente apreciar a vida, as coisas simples da vida. Ela tem a mania de mergulhar asmãos em grãos e isso traz um bem danado pra ela, e por que? Eu sei lá, ela só gosta muito, e faz isso sempre que pode! E você já mergulhou hoje?! 


Amélie e sua mania sorridente.

Eu gosto de acerolas, gosto mais ainda de catar acerola e ver a vasilha cheinha no final da colheita. 
Un toast aux choses simples***! - Um brinde às coisas simples!!!

O fabuloso destino de Amélie Poulain 
Avermelhado, amarelado e esverdeado. 

Não me canso de citar Amélie, porque o que é bom a gente compartilha! 
Estou muito romantiquinha hoje porque o Lindo passou o dia aqui, então deixo vocês com um momento muito amor de Amélie e o seu Lindo ♥


*** Essa frase em francês não é do filme, eu só traduzi a frase que eu queria pra brincar com o sotaque de Amélie. ;)



Tinha nos pés um calçado de couro, surrado, fechado num laço.
Suas andanças arranharam o solado e a ponta, ela faz as vezes de bailarina.
Nunca frequentou escola pra juntar as madeixas num coque alto e colar o corpo num colan.
Faz o jeito de nunca perder a postura ereta, que por desejo de menina imita das moças do Soleil.
Ela é leve como a brisa da chuva fina que chega mansinha de manhã.
Vive dizendo que queria voar, bailarinar na terra e no ar.
Sempre foi de admirar a lua, mas semana passada ganhou de presente um mirante.
De lá teve a vista mais bonita e esvoaçante.
Determina a inclinação e lá vai ela, a ponta da sapatilha dá o impulso e lá vem ela.
Os cabelos ao vento no embalo das cordas fazem a menina bailar.

Vamo embora, morena, dança
Que a cidade não se cansa de te ver dormir

Te puxo pra dançar, mesmo desengonçado, e vamo bailando por aí.
Nessa lua cheia nada me amedronta na cidade.
A livre interpretação dos passos ternos, teus, me leva suave contigo.
Nesse baile somos só nós dois.


Música: Vamo Embora- Banda do Mar
P.S: A capa desse disco é muito linda ♥


"Agora eu era he...♪"


Não, agora eu não era herói, nem muito menos meu cavalo falava inglês, como um dia Chico cantou. 
Mas estou por aqui enfrentando batalhões, turbilhões e confusões, tal como as guerras do João. 
Pras matinês, faz tempo que não ensaio algum rock. 
Por muitas vezes finjo ser brinquedo, ah quem dera fosse brinquedo. Quem dera viver de faz-de-conta, mas as contas insistem em tornar-me real e a depender do Real. Sou apenas o pião que gira louco à espera dos trocados.
O caso é que queremos ter voz ativa, mandar no nosso destino e fazer acontecer. Porém, só querer não é o caso, temos que tomar a iniciativa, e tomamos? Ou deixamos a roda-viva embalar nossos sentidos?! 

O caso mais coerente seria tomar o rumo, tornar-me rei e juiz. Começar impondo a  lei: Que seja feliz!
Sem objeções, sem restrições de intensidade, contanto que não machuque ou atrapalhe a felicidade alheia, apenas complete, apena desperte! 

Post escrito ao som de Chico:
João e Maria


Roda-Viva



As fotos eu tirei em uma exposição querida sobre brinquedos que visitei ano passado. 
P.S: As músicas passearam pela minha mente, enquanto eu escrevia. Não tive aqui a intenção de analisar as músicas em seu contexto original.