Dias felizes, 
dias tristes, 
dias dia, 
dias noite, 
noites de lua, 
noites de nuvens. 
No meio desses antagonismos estou eu, num dia de lua linda e cheia, mas com um turbilhão feio aqui dentro. 
Preciso dar um tempo em Nárnia, ou em qualquer outro lugar fantástico. Aslan meu amigo leão, vem cá encontrar comigo e vamos dar esse passeio. 
Não preciso de muito, só reencontrar uns velhos amigos que estão adormecidos aqui nesse armário, aqui nesse refúgio, amigos que são meu próprio eu dissolvido em tantos outros, se eles não estão em harmonia a coisa não anda, não funciona, não existe por completo. 
O encontro não deve ser demorado, quero apenas chamá-los de volta e assim que decidirem, eu volto com eles, e continuamos a conversar.
Até breve. 


Alguém me distraiu de pensamentos aleatórios,
vendendo lá na frente do busú, pertinho do motô, 
a sua arte singela e surpreendente " Com a palha da bananeira, minha gente!"
Não pensei duas vezes e corri a mão no bolso à procura da moeda,
achei a exata que me poderia trocar com o moço,
então ele me ergueu a rosa e com a outra mão levou a moeda,
"obrigado, moça"- disse ele em tom de pressa.
Trouxe a rosa de bananeira pra casa, 
entreguei à minha rosa mais linda,
mainha ficou feliz e disse que parece de verdade,
então, de vez em quando é bom distrair da aleatoriedade!


A rosa foi pra mainha, mas o poema dedico ao meu querido poeta, Tiago Correia. Uma pessoa incrível que tive a felicidade de conhecer a algum tempo atrás.


Qualquer tempo é tempo pra nós dois
Tenho tempo agora e não quero deixar pra amar depois
Vamos ser intensos hoje,
Intensamente florescer
Teve que acontecer assim( eu e você)
Entre encantos e versos, menino eu confesso:
Sou sua menina, sua namorada, sua flor de Lima
E quero ser assim até o fim do universo.
8 versos pra você que é meu encanto, meu menino, meu balanço!


Eu tento sempre que posso, mas bagunça
Eu pinto devagar, mas me desajeito e risco
Eu finjo ser artista bordando cores por aí
Para os indelicados de plantão não passa de frescurite
Para minhas amigas cada cor remete a um humor
Para cada cor sinto diferente
Eu finjo ser artista bordando cores por aí


Dê-me um guarda-chuva...
Por qual motivo o faria?
O céu está claro, eu sei...
Justamente por isso não entendo o pedido
É preciso estar preparado
Ocupará suas mãos carregando inutilidades?
Uma hora ela vai chegar eu sei
Sugiro que despenque!
A um tempo pensei que já tivesse despencado
Caia do galho, sem pára-quedas
Arriscado
Precisa se permitir momentos de insanidade
Despencar sem pára-quedas é exagero
Exageradamente cinza é a cobertura dos que encobrem estrelas embaixo de plásticos...
Dê-me galochas, preciso de sapatos adequados para dança, então.



Quer saber de uma?
Você não me amedrontou
Desde o início eu estava ciente
Que nada me faria menos contente
Você sempre como companhia
Numa tarde linda ou nublada
Os dias com você passaram rápido
Simplesmente não recordo sua característica
Qual era mesmo?
Lembro apenas que era um trocadilho com seu nome...
Seja lá o que for estou aqui sorridente
E em breve estarei num novo capítulo
Sem sua companhia eu sei,
Mas em páginas com cheiro de flores
Obrigada por me trazer até aqui
Até uma próxima história!


Sabe o que é bom pra começar o dia? Sorrisos! E tem uma música da Mallu que eu até já postei aqui, mas vou repetir a dose porque tem tudo a ver com o que vocês acabaram de ler!
Abraço apertado e bom fim de semana!




Eu poderia dizer algo novo
Daquelas coisas que surpreendem
Ou até contar uma piada infame
Sobre qualquer relato youtubiano...
Entendem mesmo disso os meus vizinhos
Porém eles preferem comigo não compartilhar
Por escolha deixo passar e não participo da resenha
Observando as gargalhadas de longe me divirto mais
Ninguém consegue compreender, mas se experimentassem...
Sem delongas voltarei ao que falava no início
Espera alguém está me chamando no portão
Será que mudaram de opinião ou seria apenas o carteiro?

Se eu te desejar bom dia você sorrirá pra mim?
Se eu correr para te abraçar você abrirá seus braços?
Se eu falar o que sinto você ficará feliz?
Seja como for, quero fazer tudo isso
Só por hoje, pra ver no que vai dar
Sempre está aqui comigo
Sua existência imaginária
Sensações das mais intensas me invadem
Seu lar insiste em me perseguir
Silêncio não basta para acalmar a casa
Ser indiferente tornou-se inviável
Selvagem e clichê
Sobrevivo com uma presença ausente
Sensação entranha na qual você reside
Sufoca-me e me faz viver!
É por um "S" e outro que continuo deixando você morar naquela sensação, que me preenche sem explicações, você mora lá e nem sabe, talvez um dia possa me convidar para um chá com torradas sua casa parece aconchegante se nela caber nós dois.


P.S: Primeira vez que me arrisquei no Desafio Blogueiro,o tema era " Ele mora numa sensação" não utilizei a frase diretamente e não foi um dos meus melhores poemas, mas tá valendo, rsss . Se alguém além de mim entender já ficarei feliz! 
Tenham uma ótima semana =*

Me disse hoje mesmo:
Quando a gente decide mudar o rumo de determinadas coisas, precisamos traçar os caminhos onde elas vão acontecer. 

A partir daí me disse mais algumas palavras e elas ficaram assim...

Decidi que quero mudar essa história
Já faz um tempo que os pontos estão fora do lugar
E quando tento achar coerência o encontrado é a falta dela

Se tenho lápis e papel à mão
Nada me impede de re'começar a escrever
Agora percebo que só eu posso mudar

O mundo não muda, já dizia alguém por aí,
Quem muda "somos nozes"
E hoje eu decidi mudar
Só pra ver como o mundo fica(comigo de outro jeito)



A garota vive no mundo da lua

Naquele espaço ela se sente livre
Seus sonhos ali se concretizam
Sejam eles simples ou completamente complexos
Ninguém tem o poder de atrapalhar seu sossego

O mundo do satélite natural é calmo
E a moça lá se conforta
Para fugir do desgaste do mundo de cá
Não mede esforços e vai levando
Suas histórias aos poucos vão criando formas

É difícil tirá-la do transe
Porém todas as noites
A menina da lua se desliga da terra
E se conecta numa dimensão diferente
Na qual ninguém além dela consegue entrar


A teia de aranha na cadeira a frente

Demonstra a falta da passagem de gente
Descreve um lugar talvez inabitado
Caracteriza um ambiente abandonado

A luz do sol sobre a mesma cadeira
Indica a possibilidade de vida
Mostra a presença de algo

Que audacioso se mostra o observador na primeira estrofe da descrição
porém logo em seguida faz importante obervação:
A relação entre o sol e a vida
E como presnete recebe ilustre visita
A majestosa arquiteta anda calmamente ao redor
E o observador surpreso repara que de abandonado aquele lugar
temo o nada de tudo, ou vice versa